sábado, 12 de março de 2011

ADRIANO ADRIANO... - COMPLEXO DE BALTAZAR


Que coisa triste. O tempo passa e as coisas não mudam. Adriano chegou ao Brasil ontem, desceu em São Paulo e foi a um balcão de empresa aérea para saber o tempo, que teria que esperar, para seguir até o Rio de Janeiro. Resposta : 40 minutos. Para qualquer um de nós, um prazo maravilhoso. Não, no entanto, para o Imperador. E ele resolveu alugar um jatinho, pagando entre 15 e 20 mil reais, ao invés dos 400, 500, que custaria a Ponte Aérea. Hoje não faz falta para alguém que recebeu, só de multa pela rescisão com a Roma, mais de 10 milhões de euros. Mas, ele tem só 29 anos e um custo de vida bem elevado. Narro o fato, apenas para que as pessoas saibam como é o padrão diário e a cabeça desse jogador. Há alguns anos, quando os números não eram tão soberbos, nem a vida tão difícil, surgia com brilho no nosso futebol, outro centro avante, do porte de Adriano. Falo de Baltazar, o Cabecinha de Ouro do Corinthians e da seleção brasileira. Ele ganhava muito e vivia intensamente. 


Certa vez o carrão importado dele pegou fogo em plena rua. Ele não fez nada para impedir a destruição plena do veículo, garantindo que “a torcida do Corinthians lhe daria outro”. E deu mesmo. Enquanto ele foi o Cabecinha de Ouro, viveu como um Imperador. Tempos depois, porém, voltou ao Corinthians para tomar conta da sala de troféus, em troca de um salário baixo, que, no entanto, lhe garantia as despesas do mês, para as quais ele não tinha nada. Cuidar de troféus é um trabalho digno. Inimaginável, todavia, para um nobre. Adriano, talvez nunca tenha ouvido falar de Baltazar. Aliás, ele não ouve ninguém, a não ser seus “amigos” de infancia. Já vimos esse filme antes. Tomara que ele não se repita, apesar de um enredo muito parecido até o momento. Pobre, rico, Imperador. Se Deus lhe desse algum dom de usar, pelo menos  um pouquinho da cabeça não só para fazer gols em cruzamentos, mas também para pensar, seria bem melhor. Ele entenderia, que tem que se cuidar, que está doente. E isso tem cura. 


Espero, sinceramente, que ele consiga, enquanto dinheiro não lhe for, nem de longe, um problema. Porque, até a cura, fica mais difícil, com a conta em vermelho e esquecido pelos torcedores.

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