domingo, 13 de junho de 2010

EUA fazem história na Copa e o futebol vive boom no país

Primeiro, os ingleses inventaram o futebol. E nesta Copa, acabam de inventar os EUA como potência futebolística. O empate por 1 X 1 na estréia das duas seleções nessa competição não pode apenas ser creditado ao estrepitoso frango do goleiro Green. E o frango não pode ser debitado, exclusivamente, na conta da já famosa bola Adidas Jaboulani. Houve equilíbrio no jogo, que apesar de tecnicamente fraco, foi emocionante. E isso não aconteceu por acaso. Como mostra a capa da última edição da revista “Time”: o “soccer” vive um boom nos EUA. O maior esporte global também está virando um dos maiores por lá, finalmente. Era questão de tempo eles deixarem de ser uma eterna zebra. Parabéns aos ingleses por mais essa invenção.


No melhor estilo imperialista ianque, o artigo da “Time” ameaça: “o mundo deve encarar: os EUA vão jogar, assistir, comercializar e dominar o seu jogo, cedo ou tarde”. Para substantivar a afirmação, a revista cita o comissário da Major League Soccer (MLS), Don Garber: “Para o bem e para o mal os EUA sempre foram o centro do universo, seja nos esportes, na cultura ou na política. Portanto, se o ‘soccer’ explodiu como o primeiro esporte verdadeiramente global, faz sentido que os EUA embarquem nessa onda”.

O futebol está bombando nos EUA turbinado pela internet e os videogames de última geração. O serviço online da EA Games registra, diariamente, mais de 750 mil norte-americanos jogando seu FIFA 10 Soccer. O jogador da seleção norte-americana Landon Donovan, o mesmo que enfiou o frango de hoje goela abaixo do goleiro inglês, declarou à “Time” que foi nesse game que ele aprendeu os nomes e estilos de todos os grandes jogadores das outras seleções. A revista lembra, ainda, que o campeão mundial desse game é um jovem norte-americano. Que medo!

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