quarta-feira, 10 de março de 2010

Sufoco marca chegada do Corinthians a Bogotá


O forte esquema de segurança armado para a chegada do Corinthians não evitou tumulto no aeroporto de Bogotá, no fim da tarde de ontem. Sem incidentes graves, Ronaldo foi o alvo principal do assédio e teve de passar pelo meio da multidão de fãs e jornalistas. Assustado, ele evitou dar declarações ou autógrafos em meio à confusão.

O governo colombiano preparou uma estratégia diferenciada para a proteção dos corintianos, principalmente pela presença de Ronaldo e Luís Cláudio Lula da Silva, auxiliar de preparação física e filho do presidente Lula. O país convive com o temor de atentados por parte das Farc, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

Pela manhã, militares já circulavam nas redondezas do hotel. Ao menos 12 se revezaram para fazer a segurança na área externa. Nos corredores do hotel é permitida pela diretoria corintiana apenas a presença dos seguranças contratados pelo clube, como é feito em todas as viagens. "Não podemos transformar isso em preocupação extra. A segurança será normal. As Farc estão escondidas na floresta, não temos com o que nos preocupar", disse Valdir Dutra, chefe da segurança do clube.

O ônibus verde e branco ? segundo a diretoria, o único disponível para locação ? parou próximo à entrada do Aeroporto El Dorado. O saguão, porém, ficou lotado e o assédio foi inevitável. O grupo seguiu até o hotel e depois visitou o El Campín, para o reconhecimento do gramado.

A venda de ingressos no estádio esteve tranquila ontem, sem a formação de filas. A diretoria do Independiente espera a presença de mais de 30 mil torcedores hoje à noite.

ESTADÃO/GLOBO

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